Desembargador Gebran defende a segurança do voto e comenta competência da Justiça Eleitoral para julgamento de crimes de Caixa 2

Afirmações foram feitas em entrevista exclusiva ao presidente do TRE-PR, desembargador Gilberto Ferreira, na web rádio Eleitoral para Todos

Fotografia de duas pessoas sentadas atrás de uma mesa em um estúdio de rádio

O presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), desembargador Gilberto Ferreira, recebeu nos estúdios para o primeiro programa de entrevistas da Rádio Eleitoral para Todos o desembargador João Pedro Gebran Neto, relator das ações da Lava Jato no Tribunal Regional Federal da quarta região (TRF4).

Na entrevista, que foi ao ar nesta sexta-feira (04), no canal do TRE-PR no YouTube e no perfil do tribunal no Spotify, o juiz federal comenta a competência da Justiça Eleitoral para julgamento dos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção conexos com Caixa 2. “O Supremo Tribunal Federal (STF) estabeleceu uma regra que me parece bastante correta, que as questões eleitorais devem ser julgadas pelos regionais eleitorais e que os crimes conexos devem vir junto por arrastamento”, diz.

Segundo ele, o que falta estabelecer é o limite dessa conexão. “Espero que o STF faça alguma modulação dessa decisão, de resto, tenho certeza que a Justiça Eleitoral e os juízes eleitorais vão desempenhar a contento e com qualidade a jurisdição criminal que lhes for designada, assim como já vêm fazendo na matéria típica de Direito Eleitoral”, afirmou.

Confira aqui a entrevista completa

Para o relator da Lava Jato, “temos uma Justiça Eleitoral de qualidade no país e eu diria até, com maior ênfase, de muita qualidade no Estado do Paraná. Não é o fato de assumir maior ou menor competência em matéria eleitoral que vai mudar essa qualidade”.

Gebran revelou que o Ministério Público e a Polícia Federal ainda têm um vasto material a ser investigado para posteriormente ser objeto de ações. “Ainda vamos ter muito trabalho no que diz respeito à Operação Lava Jato”, disse. A Lava Jato, explica, é uma “marca” que envolve o trabalho realizado em Curitiba, mas também no Rio de Janeiro, em São Paulo, Brasília e em Recife. “Muitas questões ainda virão à luz em relação a fatos e condutas de crimes praticados”, afirma.

Segurança do voto

Gebran também defendeu a segurança da urna eletrônica. “Os mecanismos de segurança são bastante fortes e permitem um grau de confiança da população bastante elevado com relação ao resultado do processo eleitoral”, disse. Para ele, “é indispensável que todos nós tenhamos crença de que esse processo de votação é seguro, eficaz e um exemplo para o mundo”.

Desinformação

O desembargador do TRF4 ainda emitiu um alerta sobre as notícias falsas. “Compete às pessoas que recebem as informações fazer uma triagem: não colha tudo o que recebe, mesmo que seja de um familiar, como se fosse verdade absoluta. Existem informações que não são de qualidade e pessoas mal intencionadas. Esse é o preço que pagamos pela era em que vivemos”, adverte. Ele também acredita que em algum momento o Poder Judiciário deva atuar, responsabilizando as pessoas que produzem informações inverídicas.

Balanço

Ao longo da entrevista, o entrevistado, que foi juiz membro da Corte do TRE-PR no biênio 2006/2008, na categoria juiz federal, também lembrou os principais feitos da sua gestão, tais como os julgamentos de coligações partidárias, a construção do prédio do Fórum Eleitoral de Curitiba e as primeiras ações de infidelidade partidária, que estabeleceram premissas sobre o tema.

 

Texto: Melissa Diniz Medroni
Revisão: Thiliane Leitoles
Foto: Gabriel de Almeida Viana
Coordenação: Rubiane Barros Barbosa Kreuz
CCS/TRE-PR

 

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