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Fato ou boato sobre a urna eletrônica: saiba o que é verdade e o que é desinformação
A urna eletrônica brasileira é segura, auditável e não pode ser invadida pela internet
O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) atua no combate à disseminação de conteúdos enganosos por intermédio do Gralha Confere, sua central de checagem. A iniciativa utiliza dados auditáveis e inteligência artificial para esclarecer narrativas falsas sobre a credibilidade do processo eleitoral.
Para conter as fake news, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) também possui a página Fato ou Boato, que integra o Programa Permanente de Enfrentamento à Desinformação (PPED). Com o objetivo de desmentir boatos que atacam a segurança do voto eletrônico e a integridade do processo eleitoral, a ferramenta atua diretamente em parceria com as maiores agências de verificação de fatos do Brasil.
✅Confira alguns dos boatos checados:
❌Urnas antigas não passam por auditorias: todos os modelos de urnas eletrônicas da Justiça Eleitoral brasileira, desde os equipamentos mais antigos, passam rigorosamente pelas mesmas etapas de auditoria, fiscalização e segurança. Esse protocolo oficial de checagem pública é conduzido de forma ininterrupta pelo TSE.
❌TSE destrói urnas eletrônicas para ocultar dados eleitorais: o descarte das urnas eletrônicas é um procedimento técnico, ecológico e público. As urnas descartadas não contêm dados armazenados, pois todas as informações da votação são extraídas no dia da eleição, transmitidas de forma segura e guardadas em arquivos públicos, que permanecem disponíveis para auditoria a qualquer momento.
❌A urna eletrônica é vulnerável a ataques externos pela internet: muitos internautas acreditam que, mesmo com a auditoria, a urna não é segura. Mas não é possível acessar a urna pela internet, já que o equipamento foi projetado para funcionar sem conexão com qualquer dispositivo de rede, seja por cabo, wi-fi ou bluetooth. Ou seja, a urna é um equipamento isolado, o que preserva um dos requisitos básicos de segurança do sistema.
❌Incluir o número do candidato ao lado da assinatura permite confrontar votos da urna em auditoria: rasurar o caderno de votação configura crime eleitoral, previsto no artigo 350 do Código Eleitoral, passível de multa e reclusão. A prática, que viola o princípio constitucional do sigilo do voto, é ineficaz para auditorias, já que o sistema eletrônico impede qualquer vínculo entre a identidade do eleitor e o voto gravado na urna.
❌Mesários podem votar no lugar dos eleitores ausentes: para que o mesário libere a urna para votação, o terminal exige a impressão digital do próprio eleitor. Caso a biometria falhe após as tentativas, o mesário precisa inserir a data de nascimento exata do cidadão e registrar a ocorrência em ata pública.
❌Votos nulos podem anular a eleição: na apuração das urnas, os votos brancos e nulos funcionam para estatística, pois são completamente descartados no cálculo que define o vencedor. Para fins de cálculo do resultado das eleições, a Justiça Eleitoral leva em consideração apenas os votos válidos, aqueles direcionados explicitamente a um candidato ou partido.
O conteúdo enganoso ocorre pela interpretação incorreta do artigo 224 do Código Eleitoral, que se refere à anulação de votos por irregularidades judiciais, como fraudes ou cassação de chapas, e não à ação voluntária do eleitor na urna.
➡️Já acreditou em algum desses boatos? Conhece alguém que encaminhou algum conteúdo enganoso sobre o sistema eletrônico de votação brasileiro? Acesse nossa central de checagem Gralha Confere e tire suas dúvidas!
Confira as outras matérias sobre a Semana Nacional do Voto Eletrônico
Funcionamento da urna: publicada nesta segunda-feira (3), a matéria de abertura da série sobre o sistema eletrônico de votação destacou o funcionamento, a segurança, a transparência e a auditabilidade da urna eleitoral, além de divulgar as ações educativas realizadas pelo TRE-PR ao longo da semana.
O caminho antes e depois do voto: a matéria desta terça-feira (4) descreve a preparação do pleito antes e depois da votação, mostrando ao eleitor todo o processo de preparação das urnas, como a impressão da “Zerésima” e a mídia de resultados.
Evolução do sistema de votação: mostra a diferença da votação brasileira nas últimas décadas, desde o seu surgimento com a cédula de papel até o modelo atual de urna eletrônica utilizado hoje em dia.
Recursos de acessibilidade: o conteúdo publicado nesta quinta-feira (6) aborda os recursos disponíveis no equipamento, para facilitar o voto para pessoas com deficiência visual, auditiva e física, como a intérprete de Libras, retorno sonoro e o teclado em Braille.
Acesse os links úteis do TRE-PR
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