Auditoria de Funcionamento confirma precisão das urnas eletrônicas

A auditoria, que dá transparência ao processo de votação eletrônica, transcorreu durante todo o domingo

Urnas são entregues neste sábado

A Auditoria de Funcionamento das Urnas Eletrônicas, processo fundamental para a comprovação da lisura da votação eletrônica, realizada das 8h às 17h deste domingo (28), confirmou a precisão dos equipamentos. Uma empresa de auditoria privada e o Tribunal de Contas da União (TCU) acompanharam a atividade, que aconteceu no Fórum Eleitoral de Curitiba. Ao final dos trabalhos, contatou-se que o sistema utilizado nas urnas registra os votos corretamente, exprimindo exatamente a vontade do eleitor.

Segunda a servidora Mauricéia Moro Besbati, integrante da Comissão de Auditoria da Votação Eletrônica, o trabalho transcorreu com tranquilidade. “Não houve nenhuma intercorrência com as urnas semelhante ao que foi relatado por alguns eleitores nas redes sociais”, esclareceu Mauricéia, referindo-se a situações que teriam acontecido durante o primeiro turno das Eleições 2018, como o não carregamento da foto de candidatos ou problemas com o teclado ao se digitar a tecla 1.

Quatro urnas passaram pela auditoria

Passaram pela auditoria, de Curitiba, a urna da seção 101 da 178ª ZE (localizada na Escola Estadual Angelo Trevisan); do interior, as urnas da seção 26 da 13ª ZE de Palmeira (localizada na Escola Municipal Jesuíno Marcondes); da seção 71 da 45ª ZE de Laranjeiras do Sul (localizada na Escola Municipal José Mauro de Vasconcelos, município de Nova Laranjeiras, Buriti - Zona Rural); e da seção 4 da 52ª ZE de São João do Triunfo (localizada na Escola Municipal Professor Sebastião A. Ferreira).

O processo

Durante a auditoria, uma equipe formada exclusivamente por servidores da Justiça Eleitoral lançou os votos registrados nas cédulas de papel. As cédulas ilegíveis foram descartadas pelos auditores. O caderno de votação usado na simulação, com a relação dos eleitores, é o mesmo das seções originais de cada urna e a votação atingiu entre 75% e 82% de comparecimento, a média registrada nas seções eleitorais. Cada voto digitado foi lido em voz alta pelo servidor. Todo o trabalho foi gravado por cinco câmeras de vídeo - uma para cada seção e uma com visão geral das atividades. As cédulas com os votos válidos foram etiquetadas em ordem sequencial e registradas em um sistema auxiliar da auditoria.

Os resultados obtidos ao final do trabalho foram exatamente os mesmos dos boletins emitidos pelas urnas. Desde que essa auditoria foi realizada pela primeira vez, nas eleições municipais de 2000, o TRE-PR nunca registrou divergências entre os votos registrados em papel e os boletins emitidos pelas urnas eletrônicas.

Os trabalhos foram coordenados pela Comissão de Auditoria da Votação Eletrônica, composta, pela presidente, Dra. Mayra Rocco Stainsack, juíza da 177ª Zona Eleitoral de Curitiba; pelo suplente, Dr. Lourenço Cristovão Chemim, juiz da 1ª Zona Eleitoral; e pelos demais membros da comissão, os servidores Domício Prates Ribeiro Filho, Fabio Henrique da Silva Skonieczny, Mauricéia Moro Besbati, Sandra Mara Kovalski dos Santos, Diogo Sguissardi Margarida e Sandra Soto Rodriguez. Da parte da Procuradoria Regional Eleitoral, participaram o procurador regional eleitoral, Dr. Adriano Barros Fernandes, e, como substituta, a Dra. Andrea Vercesi Beraldi, promotora eleitoral da 177ª Zona Eleitoral.

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