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Texto Introdutório

Nada é mais paranaense que a água, tão essencial à vida. O próprio nome do estado, dado pelo imperador D. Pedro II, significa "semelhante ao mar".

O começo foi a baía. O município mãe, Paranaguá, foi fundado em 1648. Seu nome, de origem guarani, pode ser traduzido por “enseada do mar”.

De acordo com o estudo geográfico dos nomes e lugares, os nomes paranaenses de origem tupi "i" ou "y" significam “rio” e, por isso, muitos dos nossos começam ou terminam com essa vogal. Iguaçu é “rio grande”; Ivaí é “rio da flor”; Piquiri é “rio dos peixinhos”; e Tibagi é “rio do pouso”.

A água circula constantemente por rios, os quais foram os caminhos para se chegar aos três planaltos.

Nos planaltos encontram-se as araucárias, que remetem a uma região antiga do Chile e significam água gredosa (tipo de calcário), e perobas, imponentes nas florestas tropicais sobre a terra roxa.

No século XVII, nas margens dos rios do litoral, o ouro foi minerado.

No século XIX, a economia misturou água à erva-mate, transformando o mate em chá ou chimarrão.

No século XX, foi a água combinada com o pó moído de café que proporcionou a bebida.

É a água da chuva que germina o chão nas lavouras tropicais do norte e dá de beber aos animais criados no oeste e sudoeste.

É o orvalho congelado na geada que auxilia o combate de pragas nas terras de variadas lavouras de clima temperado e campos rasos.

A preservação dos recursos hídricos é crucial para o futuro.

Ainda temos as Cataratas do Iguaçu, mas não nos esquecemos de que, durante a construção da usina hidrelétrica de Itaipu, o Salto das Sete Quedas se tornou memória (ou talvez esquecimento), escapando pelos dedos, pois já não existe mais.

Pensando nessa perda, é de se questionar o que temos de fazer para preservar, conservar, valorizar e difundir nossos acervos e arquivos.

Pleitos, fichas cadastrais, Títulos Eleitorais, processos, diplomas, folhas de votação, atas de diplomação, cópias de boletins de urnas e mapas de apuração eleitoral preservam a memória do voto. Já os registros funcionais contam a vida dos servidores e de todos que passaram por aqui. Os acórdãos, as correspondências, as resoluções de criação de Zonas Eleitorais, as inspeções, as remoções, as composições da Corte e os julgados das juízas e dos juízes, das desembargadoras e dos desembargadores preservam a memória institucional do TRE-PR.

 

Texto: Comissão Permanente de Avaliação Documental, juntamente com a Seção de Gestão Documental, Memória Institucional e Biblioteca (SEGDMB)

Revisão: Seção de Jornalismo

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