Café Cultural destaca os 30 anos da votação eletrônica no Brasil
Encontro, promovido pela EJE-PR, contou com a participação do cocriador da urna eletrônica, Giuseppe Dutra Janino, do secretário de TI do TRE-PR, Gilmar de Deus, e da jornalista Alessandra Consoli

Na tarde desta quinta-feira (26), o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), por intermédio de sua Escola Judiciária Eleitoral (EJE-PR), promoveu mais uma edição do Café Cultural. Com o tema “Voto Eletrônico: 30 anos de Eleições ágeis e seguras”, a conversa abordou a transparência e a credibilidade das urnas eletrônicas e o combate a informações falsas no período eleitoral.
Assista ao evento na íntegra pelo YouTube.
Durante a abertura, o presidente do TRE-PR, desembargador Luciano Carrasco Falavinha Souza, lembrou que as urnas eletrônicas são utilizadas no Brasil há 30 anos, sem quaisquer indícios de fraude. “Saímos do voto impresso e da urna de lona, em que a apuração dos votos era feita de forma equivocada e a soma podia dar errado. Eram dias de insegurança até saírem os resultados”, enfatizou.
Debate
O cocriador da urna eletrônica, ex-servidor do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Giuseppe Dutra Janino, destacou que a intervenção humana na apuração dos votos acarretava lentidão, erros e possibilidade de fraudes. Segundo ele, desde a sua implantação, o voto eletrônico, utilizado pela primeira vez no Brasil nas Eleições Municipais de 1996, tem sua lisura comprovada por testes públicos.
O palestrante ressaltou que os equipamentos foram planejados para atender critérios como desconexão com a rede, funcionamento sem energia elétrica, apresentação de monitor e teclado no mesmo gabinete, resistência (por conta de toda a logística envolvida nas eleições), baixo custo e usabilidade (intuitivos e acessíveis). “Nesses 30 anos de utilização da urna eletrônica brasileira, todos os investimentos foram direcionados para os pilares da segurança e da transparência. Não houve sequer um caso ou uma evidência de fraude cibernética”, concluiu.
A jornalista e apresentadora do Band Cidade 1ª edição, Alessandra Consoli, recordou as dificuldades da imprensa na cobertura das eleições quando os votos eram realizados em cédulas de papel e o processo de apuração se estendia por vários dias. “Quando ocorreu o advento da urna eletrônica, a democracia ganhou e o eleitor também”, disse. Ela ressaltou ainda a importância do voto e a função do jornalismo em documentar, fiscalizar e buscar traduzir termos técnicos para a população, principalmente no contexto da eleição.
O secretário de Tecnologia da Informação do TRE-PR, Gilmar de Deus, convidou toda a população a participar e a acompanhar o processo de auditoria da votação eletrônica. Ele destacou que a urna é desenvolvida para se adequar ao modelo da sociedade brasileira atual, mencionando as dificuldades, por exemplo, para permitir no futuro que as pessoas votem pelo celular, uma vez que a prioridade da Justiça Eleitoral é garantir o sigilo de voto e o direito de escolha de cada eleitor.
Café Cultural
O Café Cultural é um projeto da EJE-PR iniciado em 2016 que atende aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030, especialmente no que diz respeito ao objetivo nº 3, que se refere à saúde e ao bem-estar, e ao objetivo nº 5, que trata da promoção da igualdade de gênero.
A iniciativa busca oportunizar ao público o contato com diversos temas, como o contexto político e social, o mercado de trabalho, a saúde, o meio ambiente, a ciência e a tecnologia.
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