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Urna eletrônica chega aos 30 anos garantindo segurança e transparência para o processo de votação

De 1996 para cá, nunca houve um único caso de fraude

Imagem que retrata uma peça gráfica comemorativa sobre a história da votação no Brasil. À esquer...

Quando as casas tinham barulho de internet discada e de fita rebobinando, e os jovens carregavam cartões telefônicos para marcar um encontro pelos “orelhões” enquanto ouviam em seus modernos “disc-mans” sucessos como “Wonderwall”, do Oasis, ou “É o tchan”, surgia, no dia 13 de maio de 1996, a urna eletrônica.

Foi nesse dia que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) enviou as primeiras urnas eletrônicas aos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) para que pudessem conhecer o equipamento que seria utilizado nas eleições municipais daquele ano. A “vovó” da urna atual combinava tela, teclado e CPU em uma só máquina. Em 6 de julho do mesmo ano, o primeiro grande simulado nacional foi realizado em Curitiba. 

O secretário de Tecnologia da Informação do TRE-PR, Gilmar de Deus, explica que o sistema de votação eletrônica foi concebido para ser eficiente, seguro e absolutamente transparente. Ele destaca que a segurança é garantida tanto pela tecnologia envolvida quanto pelo processo ao qual a votação eletrônica do Brasil é submetida. “As cerimônias, as auditorias, abertas à participação de toda a sociedade, que tem a oportunidade de auditar as urnas, comprovam, de forma clara e transparente, a lisura do processo”, ressalta. “Nesses 30 anos, nunca houve fraude no sistema eletrônico de votação brasileiro, que é referência mundial em votação eletrônica ”, finaliza.

Confira publicações da época



Primeira votação eletrônica

A primeira votação eletrônica do Brasil ocorreu dia 6 de outubro de 1996 e mobilizou cerca de 32 milhões de eleitoras e eleitores, em 57 cidades brasileiras: 26 capitais (exceto Brasília, que não tem eleição municipal) e 31 municípios do interior com eleitorado superior a 200 mil pessoas. Pouco mais de 70 mil urnas eletrônicas foram utilizadas naquelas eleições. No Paraná, as urnas foram usadas apenas em Curitiba e Londrina.

Ainda na noite daquele dia o resultado das votações daquelas 57 cidades foi anunciado, confirmando o sucesso da inovação tecnológica. Ao apresentar um balanço dos trabalhos, o ministro Marco Aurélio disse que o primeiro passo havia sido dado e que a Justiça Eleitoral cumpria seu papel confiante de ter tido o endosso de todas as forças políticas do país na busca do objetivo maior de aprimoramento constante da democracia.

Produção nacional com tecnologia em evolução

Desde o primeiro protótipo criado pelo TSE, a urna eletrônica é desenvolvida integralmente no Brasil. Ao longo dos anos, o equipamento incorporou inovações e os mais modernos recursos tecnológicos das áreas de computação e segurança da informação.

Por norma, a urna não possui conexão com redes de internet, wi-fi ou bluetooth, funcionando de forma isolada para garantir a integridade do voto. O equipamento passa, periodicamente, por atualizações físicas e lógicas e, desde 1996, já foi submetido a diversas auditorias, perícias e seis edições do Teste Público de Segurança (TPS).



Novos modelos e recursos de acessibilidade

A Justiça Eleitoral segue produzindo novas urnas, agora do modelo UE2022. A produção teve início em maio de 2023, na fábrica da Positivo Tecnologia, em Ilhéus (BA), vencedora da licitação realizada em 2021, visando substituir aparelhos antigos e atender às demandas crescentes do processo eleitoral.

Desde a primeira versão, o modelo UE1996, que já contava com tela, teclado e CPU em um único corpo, o equipamento incorporou recursos como teclas em braile, criptografia de Boletins de Urna (BU), assinatura digital de softwares (a partir de 2002), Registro Digital do Voto (RDV), em 2003, e o Módulo de Segurança Embarcado (MSE), em 2009.

O modelo UE2020, utilizado pela primeira vez em 2022, trouxe importantes avanços, como tela sensível ao toque para as mesárias e os mesários e o aumento da capacidade de processamento em 18 vezes. O UE2022 manteve essas melhorias e reforçou a segurança criptográfica, além de aprimorar os recursos de acessibilidade.


Com informações dos sites do TSE e do TRE-PB e da Seção de Gestão Documental, Memória Institucional e Biblioteca do TRE-PR


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