TRE-PR produz série de matérias em referência ao “Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial”, comemorado neste sábado (21)
Data faz referência ao massacre de Sharpeville, que matou 69 pessoas e deixou outras 186 feridas, em 1960

No próximo sábado (21), é celebrado o “Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial”. A data foi proclamada em 1966 pela Organização das Nações Unidas (ONU) em memória às vítimas do massacre de Sharpeville, na África do Sul, ocorrido em 1960, que matou 69 pessoas e deixou outras 186 feridas.
Ao longo desta semana, em referência à data, o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) publicará uma série de matérias com o objetivo de reforçar o compromisso institucional com a justiça, a equidade e o respeito aos direitos humanos. Serão abordados conceitos, o histórico e a legislação relacionados à discriminação racial, bem como orientações sobre o que fazer nesses casos.
Contexto histórico
Entre os anos 1948 e 1994, foi institucionalizado na África do Sul o Apartheid, regime dominado por uma minoria branca que decretou diversas leis voltadas à segregação racial da população. Entre as medidas previstas, estava a exigência de que pessoas negras portassem uma caderneta na qual deveria constar onde poderiam ir e qual era sua cor, etnia e profissão. Chamada “Lei de Passe", a norma exigia, como forma de controle do Estado, a apresentação do registro sempre que solicitado, sob pena de detenção em caso de descumprimento.
No dia 21 de março de 1960, mais de 20 mil sul-africanos saíram às ruas sem portar o documento para protestar pacificamente contra a Lei do Passe. Por meio da ação, os manifestantes pretendiam que todos eles fossem presos, fato que causaria problemas às administrações locais, pela impossibilidade de deter o grande número de pessoas. No entanto, um grupo de policiais abriu fogo contra os cidadãos, o que foi denominado de “massacre de Sharpeville”.
Após o acontecimento, ocorreram diversas mobilizações da população e o caso ganhou repercussão internacional. O governo da África do Sul passou a proibir organizações políticas, o que levou partidos à clandestinidade, como o Congresso Nacional Africano (CNA), do qual Nelson Mandela fazia parte. Nesse período, o ativista e advogado abandonou os princípios da desobediência pacífica e aderiu ao braço armado do CNA. Ele foi preso em 1964, sob acusação de sabotagem e traição, e condenado à prisão perpétua.
O regime da África do Sul sofria críticas da comunidade internacional, com sanções econômicas, isolamento diplomático e embargo para compras de armas. Em 1989, quando Frederik Willem de Klerk assumiu a Presidência do país, teve início uma transição pacífica para o fim da segregação racial, que se estendeu até 1993, com a participação ativa de Nelson Mandela, após ter permanecido cerca de 27 anos preso. No período, leis segregacionistas foram abolidas, uma nova Constituição entrou em vigor e o sufrágio universal foi estabelecido, o que deu direito ao voto à população negra.
Canal de denúncia institucional
O TRE-PR reforça a existência de um canal específico, o e-mail discriminacao@tre-pr.jus.br, para o recebimento de denúncias sobre casos de racismo sofridos no âmbito institucional, com tratamento sigiloso, sério e respeitoso. O Núcleo de Diversidade e Inclusão (NID) do TRE-PR orienta que a vítima ou testemunha registre o caso o quanto antes.
Foto: South African History Archive
Acesse os links úteis do TRE-PR
Não compartilhe boatos! Acesse o Gralha Confere
Siga-nos no Instagram e no TikTok
Curta nossa página oficial no Facebook
Acompanhe nossas galerias de fotos no Flickr
Inscreva-se em nosso canal no YouTube

