Propostas de inovação para o sistema eleitoral têm local de demonstração definido em Curitiba

O campus da PUCPR vai receber, no dia da eleição, as empresas e startups que vão testar soluções inovadoras para o futuro das votações no Brasil

Banner em fundo branco com a logomarca das Eleições 2020 nas cores roxo, azul e laranja

Em setembro deste ano, o Tribunal Superior Eleitoral (STF) convidou empresas e startups de tecnologia a apresentarem soluções inovadoras para o sistema eletrônico de votação. As instituições privadas que se inscreveram poderão demonstrar suas propostas gratuitamente no primeiro turno das Eleições 2020, no dia 15 de novembro, das 10h às 15h. Curitiba está entre as três cidades do país selecionadas para fazer parte das simulações, que serão realizadas em dois locais na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), no Prado Velho. Os outros dois municípios são Valparaíso de Goiás (GO) e São Paulo (SP).

Ao todo, 26 empresas vão participar das demonstrações, sendo dez na capital paranaense. São elas: Claro, Fidelity Mobile, Indra Company, Servix Informática, VSoft, Nova Opção Representação, Exsis, Perseu Software, Instituto Nacional de Excelência em Políticas Públicas (INEPP) e Lever Tech. As simulações serão monitoradas pela Justiça Eleitoral e contarão com a participação de eleitores selecionados, que irão votar em candidatos fictícios. A partir das propostas, o Tribunal vai avaliar as estratégias para uma eventual mudança no processo eleitoral, considerando uma possível transição do sistema eletrônico para o on-line.

Confira a distribuição das empresas por cidade

Objetivos

Claudia Afanio, integrante do Laboratório de Inovação, Inteligência e Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (LIODS) do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), explica que a ideia é que essas instituições apresentem soluções que possibilitem uma futura eleição sem a urna eletrônica. "O objetivo dessa demonstração é uma inovação aberta em que as empresas se proponham a sugerir um novo sistema eleitoral que seja digital, podendo ser pelo tablet, computador ou celulares", afirma.

Segundo ela, embora as urnas eletrônicas - que são utilizadas atualmente - sejam seguras, elas demandam uma logística muito grande e grandes investimentos. Além disso, Claudia ressalta que a mudança, quando concretizada, pode vir a trazer benefícios aos eleitores, como a não necessidade de se deslocar para o local de votação e a economia para a sociedade como um todo.

Segurança

Contudo, as instituições privadas que se inscreveram vão ter que lidar com o desafio de encontrar uma solução moderna para o sistema de votação que considere as desigualdades da população brasileira, referente ao acesso à internet e a equipamentos eletrônicos. Além disso, deverão garantir que cada cidadão consiga votar apenas uma vez e mantendo o sigilo do voto.

A iniciativa faz parte do projeto "Eleições para o Futuro", que visa, por meio da tecnologia, trazer benefícios aos eleitores. Isso, mantendo a transparência e a segurança do voto nas eleições. Em vista disso, mesmo diante da parceira com empresas privadas, a Justiça Eleitoral permanecerá com o controle sobre todo o processo de votação. A relação completa de instituições participantes e cronograma das reuniões técnicas com a equipe do TSE podem ser consultadas na página do Chamamento Público no Portal do Tribunal.

Leia mais:

21.10 - Conheça as empresas que apresentarão soluções para a evolução do sistema eletrônico de votação

Texto: Carla Tortato
Revisão: Melissa Medroni
Foto: TSE
Coordenação: Rubiane Barros Barbosa Kreuz
CCS/TRE-PR


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